Na história da cidade
O radialista Silvio Benfica relata em depoimento a história do Carnaval de Osório e sua relação desde o início da festa de rua com o Clube José do Patrocínio. Confira:
Minha experiência com o carnaval de Osório é ampla, acho que posso considerar assim.
Há 43 anos, lido mais de perto com várias de suas facetas, como carnaval de salão (primeiro os bailes onde as marchinhas pontificavam, depois os de grandes sambas de enredo e os de escolhas de rainhas) e o carnaval de rua, pelos seus blocos inicialmente, e depois os da época de escolas de samba, inaugurada pelo Patrocínio.
Um capítulo especial do carnaval de Osório está reservado ao Patrocínio, ao Clube José do Patrocínio. Em 1965 e 1966, o prefeito da época, Romildo Bolzan, pai, criou o carnaval de rua da cidade, na Marechal Floriano, com o palanque das autoridades e convidados colocado bem em frente ao Largo dos estudantes. Ali era o centro para a apresentação de dois blocos: Os Brasas, possivelmente baseado no nosso principal conjunto de rock da época (Os Brasas, formado por Sérgio Gomes, Pida, Topeka e Natal) e o Bloco do Patrocínio, idealizado pelos jovens, filhos de sócios, que frequentavam as reuniões-dançantes que o clube realizava nos domingos à tarde.
Foram dois anos marcantes no nosso carnaval de rua, com direito à escolha de rainhas. Acho que esta experiência serviu como inspiração para que um grupo de amigos criasse, no final de 1981, a Escola de Samba José do Patrocínio. Para os padrões do nosso carnaval até então, foi uma espécie de revolução aquilo que estávamos propondo. Eu, o Cau, o Jorge Salgado (já falecido), o Nanico e o Guaporé. Outros amigos, conhecidos na cidade: o Léo, o Zé Paulo, o Marião Duleodato e o Marião da Vila, o Paca, o Teka e o Teca, o Bené, o Emerim (gerente do Banco do Brasil) e o Norberto (gerente da CEEE) logo se integraram ao nosso trabalho.
Lembro dos bailes de escolha da rainha do Patrocínio, que realizávamos na sede do clube. A Escola, a despeito do incrível tamanho que adquiriu, era uma espécie de encontro de famílias. É possível usar como símbolos a família do seu Getúlio e da Dona Benta e a do seu Leodato e da Dona Luiza.
O Patrocínio tinha cerca de 300 integrantes, mas cerca de 1.000 pessoas giravam ao seu redor. Foi uma experiência inesquecível. Durante vários anos, a escola virou atração central na Marechal Floriano. E, também, virou atração nas principais praias do litoral, como Tramandaí e Capão da Canoa, além de visitar cidades como Santo Antonio da Patrulha, Maquiné e a praia de Arroio do Sal. Vivi esta experiência durante 10 anos. A Escola de samba José do Patrocínio durou 12 anos, pelo que lembro. Está na história do carnaval de Osório.














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