Luiz Ramos (PDT) – o vereador Luiz Ramos iniciou os pronunciamentos comentando sobre a queda de uma marquise no centro da cidade, ocorrido na última semana. Felizmente aconteceu durante a noite, na madrugada, não resultando em vítimas. Disse que este cuidada já deveria ter sido tomado no ano passado quando o vereador Valério dos Anjos entrou com requerimento nesta Casa solicitando uma fiscalização periódica das marquises de prédios existentes no município. “Que fique o alerta ao poder público e às autoridades para que tomem uma providência imediata e que criem uma missão para fiscalizar estes prédios”, disse Luiz Ramos, também destacando que o CREA tem grande responsabilidade nesta fiscalização, que só aparece para autuar quando as taxas não estão pagas.
Outra preocupação do vereador Ramos é em relação ao grande índice de acidentes no perímetro urbano da cidade. Não se sabe se é por negligência dos condutores ou por problemas na sinalização. Disse que também está na hora da Brigada Militar fiscalizar mais, a fim de inibir as ações dos maus condutores.
Ramos ainda falou sobre os créditos do político brasileiro. Disse que uma estatística divulgada na última semana,atingiu-se mais de 90% de descrédito por parte da população. As maiores decepções não são os vereadores, que estão mais perto do povo, e sim os políticos que “estão lá em cima”, onde em seguida estarão novamente atrás dos vereadores em busca de votos. “Temos que nos alertar com esses aproveitadores”, exclamou.
O vereador ainda comentou sobre o congresso de 35 anos da UVERGS (União dos Vereadores do RS) onde estiveram presentes em torno de 600 vereadores deste Estado. Durante o evento, a Câmara de Osório foi homenageada com uma medalha que foi repassada ao presidente da Câmara de Osório, ver. Rossano Teixeira.
Rossano Teixeira (PP) – o presidente do legislativo utilizou seu espaço na tribuna para fazer um momento de reflexão de seu mandato. Disse que existem dois momentos do ano que são especiais, onde procura se cuidar para não se deprimir: na época de seu aniversário e durante o natal.
Começou a pensar sobre a campanha do vereador, uma etapa árdua, onde são muito expostos, sujeitos a críticas, e de repente não conseguir resultados positivos. Disse que nesta data estava pensando em alguma coisa sobre a nossa cidade.
Emprego e Renda: há pouco tempo ocorreu inscrição de mais de 4 mil interessados em 25 vagas de vigilantes para a cidade de Osório, e se formos buscar na Secretaria de Desenvolvimento alguns dados sobre os desempregados do município não teremos estas informações.
Sinalização da cidade: basta andarmos um mais para longe do centro e não encontraremos nenhum nome de rua. “As pessoas que vêm a Osório possivelmente andam perdidas. Uma cidade que se tem a pretensão de fazer turismo”, disse. Novamente reforçou ao líder de governo o pedido para que sejam pintadas as faixas de segurança próximas à escola General Osório.
Passeios Públicos: disse que quando não é a calçada faltando, é um monte de grama ou entulhos que as pessoas jogam no passeio, ou ainda, a ausência do mesmo. Novamente apontou a Rua Santos Dummont como exemplo, onde as crianças saem todos os dias da Escola Albatroz e caminham pelo meio da rua, disse o vereador destacando que estas necessidades não são somente deste governo.
Pórticos de entrada de Osório: muitos já foram os pedidos feitos solicitando pórticos nas principais entradas e saídas da cidade e distritos. O pórtico da Borússia é um dos que chama a atenção, já que continua acanhado na entrada que deixou de ser a principal.
Disse ainda que foi até a Vila Popular, onde ouviu reivindicação de moradores sobre a dificuldade das pessoas em atravessarem as RS 030.
As margens da Free Way também poderiam ser utilizadas para divulgar Osório, com outdoors das lagoas, asa-delta, etc.
Em relação à Câmara de Osório, disse que esta é respeitada historicamente pelos seus atos, sem nenhum tipo de problema que possa denegrir a imagem dos vereadores, porém, o custo/benefício não é aquele que a população espera. Altos valores são gastos com publicidade em jornal e rádio e a comunidade só freqüenta a Casa quando há interesse específico na aprovação de algum projeto. “Temos que nos unir. Chamar os secretários e saber o que está sendo feito de tantas coisas que temos solicitações. Precisamos melhores resultados para justificar nosso mandato”, finalizou.
Ivan Borba (PDT) – o vereador Ivan Borba comentou sobre os pronunciamentos do presidente Rossano Teixeira. Disse que muitas vezes os vereadores são indagados se as portas estão abertas para que todos possam vir apreciar e participar das sessões da Câmara.
Ivan também comentou sobre o acidente da marquise ocorrido na última semana. O que lhe causa preocupação é que o órgão fiscalizador, o CREA, não realiza a fiscalização dos prédios. “Temos que cobrar de cada um destes órgãos competentes para que estes problemas não venham a acontecer novamente”, disse Ivan, salientando que por sorte o fato ocorreu durante a madrugada.
Ivan Borba também comentou que quando esteve em Brasília juntamente com o vereador Zé Luciano, foi dito que era necessária uma pressão na Câmara dos Deputados e no Senador Federal cobrando os repasses, cumprindo com as suas obrigações. O vereador ainda agradeceu a Secretaria de Obras pelo trabalho realizado na Praça Alan Cardec, onde foi realizada a limpeza da mesma.
Também disse que, juntamente com a vereadora Belinha, fez pedido ao Secretário de Obras do Estado para que fosse feita uma passarela no entroncamento da RS 030, junto à Vila Popular.
Zé Luciano (PMDB) – o vereador Zé Luciano iniciou parabenizando o presidente Rossano Teixeira pela passagem de seu aniversário na última semana. Disse que a questão dos passeios públicos de nossa cidade é uma novela bem antiga, e a questão da Rua Santos Dummont lhe faz lembrar o esforço feito por Florindo Padilha quando da construção da calçada em frente ao Lar dos Velhinhos. Sabe-se que é uma rua plana, e em dias de chuva as crianças tem que passar pela pista de rolamento porque não existe calçada.
Apontou que fazem quatro meses que a prefeitura municipal não tem saibro. Isto porque aguardam encerrar uma licitação para abrir outra, o que causa todo o atraso. Enquanto isto as estradas da Borússia estão cheias de buracos.
Também disse que muitas vezes os vereadores levam a culpa de coisas que não são os eles responsáveis, como a questão da vinda do Polo Metal Mecânico, que até agora não aconteceu, mas deverá ser assunto para a próxima eleição. Em relação à perda de credibilidade do político, disse que em vários segmentos da sociedade, as pessoas que exercem suas funções não têm mais comprometimento de cumprir com seu dever.
Líderes de Bancada:
Júlio Ramos (PMDB) – representando a bancada do PMDB, Júlio Ramos iniciou comentando sobre a questão da segurança em nosso município. Ano passado esta Casa aprovou voto de louvor à atuação da Brigada Militar e Polícia Civil do nosso município. Este ano, segundo o vereador, “parece que a coisa está desandando, tendo inclusive assassinato na última semana e assaltos e roubos a cada dia que passa, inclusive nos distritos de nosso município”. Se continuar assim, disse que a Câmara de Vereadores terá a obrigação de fazer reunião com o Comando da Brigada para traçar estratégias para dar mais tranquilidade à população.
Júlio também falou da falta de respeito que alguns setores da comunidade tem com a Câmara de Vereadores, principalmente por parte do Executivo. O maior testemunho é o requerimento datado de 2009, feito pelo vereador Valério dos Anjos, líder de governo, que solicita fiscalização das marquises existentes em Osório com mais de 20 anos de uso. “Independente do vereador que apresentou, o requerimento deveria ter tido um pouco mais de atenção“, disse.
Júlio reivindicou pela colocação da placa com o nome do novo posto central, chamado Dr. Flávio Silveira, e pela indicação de setores dentro do posto, o que facilitará a localização das pessoas que lá freqüentam. O posto de saúde de Passinhos, chamado Zeca Lopes, também ainda não recebeu a placa com sua denominação.
Em relação ao descrédito que o político tem perante a sociedade também pode ser devido às coligações feitas pelos partidos, como acontece em Osório, onde dois partidos rivais se coligam a nível de estado e todos se tornam companheiros. “São essas coisas que os eleitores não entendem e começam a desacreditar nos políticos”, destacou o vereador, que ainda parabenizou os integrantes da orquestra e coral municipal presentes à sessão, e que receberão uma subvenção para poderem representar e divulgar o município por diversos lugares do estado.
Quando à falta de pórticos e placas para vender a imagem do município, Júlio disse que infelizmente alguns gestores públicos preferem vender a sua imagem do que a imagem da própria cidade.
Doca (PP) – Líder da bancada do PP, o vereador Doca iniciou comentando sobre geração e renda, destacando que a única empresa que está fazendo isto se chama Prefeitura Municipal de Osório. A Secretaria de Desenvolvimento fez um projeto para ajudar as pequenas empresas e até hoje conseguiu fazer R$ 40 mil. “Isso não representa nada para um município deste tamanho”, destacou Doca.
Disse que tem pessoas largando seu comércio para trabalhar para a prefeitura, devido aos altos salários por ela oferecidos e com cada vez menos obrigações. “Vale mesmo a pena ser funcionário da prefeitura”, concluiu. Fez um desafio de que nenhum gerente das grandes empresas de Osório ganha o menor salário de um CC na prefeitura. Ainda relatou que na sua empresa, diariamente chegam duas ou três pessoas atrás de emprego.
Em relação a placas de trânsito, disse que faz trinta dias que tem uma placa na Av. Getúlio Vargas que está virada ao contrário e até agora não colocada na posição correta.
Disse ainda que está há um ano falando que as câmeras de vigilância não funcionam. Elas custaram R$ 400 mil ao município, segundo o vereador. “Coisas simples, mas com dinheiro público, e não são atendidas”, exclamou Doca.
Também comentou que desde o começo do governo vem falando dos pórticos de entrada no município, que não existem, com exceção da entrada do Borússia. Sobre política, disse que os vereadores são os mais importantes. São os que ficam no meio da sociedade as 24 horas do dia.
Finalizou dizendo que espera que os vereadores sejam mais ouvidos, já que dentro desta Casa saem muitas coisas boas, o exemplo foi o requerimento do vereador Valério dos Anjos solicitando fiscalização nas marquises.
Valério dos Anjos (PDT) – líder da bancada do governo, Valério dos Anjos iniciou parabenizando pela passagem do aniversário do presidente Rossano Teixeira. A respeito da sinalização, disse que está em processo de licitação para que seja feita em toda a cidade a sinalização com os nomes das ruas. A respeito do retorno na Vila Popular, disse que o local é uma estrada estadual e é de competência do Estado fazer um melhor retorno ou uma passarela para a comunidade.
O assunto principal do pronunciamento do vereador Valério dos Anjos foi sobre o acidente da queda da marquise no centro do município. Assim como lembrou o vereador Ivan Borba, disse que diariamente ficava uma índia no local, juntamente com seus filhos, o que poderia ter causado uma grande tragédia se o fato tivesse acontecido durante o dia. Valério lembrou que no sábado pela manhã há uma multidão passando pelo local devido a proximidade com mercado, lojas de celulares e demais lojas.
Disse que ano passado fez o pedido para fiscalização das marquises, mas o código de postura do município deve ser modificado, contendo a fiscalização por parte da prefeitura ou que os proprietários de prédios tenham a obrigação por um determinado período prestem um laudo dizendo a situação das marquises. Valério ainda ressaltou que podem haver outras marquises em piores situações que somente os engenheiros poderão apontar.
Destacou que seria interessante se esta lei de fiscalização de marquises passasse a ser federal. Desta forma, pediu para que a Câmara faça um trabalho em conjunto para que novos acidentes não aconteçam.
Denílson da Silva (PT) – representante do Partido dos Trabalhadores no legislativo osoriense, o professor Denílson comentou que na manhã desta segunda-feira (14) esteve visitando a agência do Banco do Brasil de nosso município para buscar informações a respeito do Programa Federal chamado PRONAFI, que fomenta a agriculta familiar no município. Conversando com o gerente, lhe foi informado que já foi feito total de R$ 11 milhões de financiamento tanto para custeio quando para investimento na agricultura familiar deste município.
Uma das coisas que também chamou atenção ao chegar ao banco foi a maneira de que os portadores de necessidades especiais são tratados em boa parte dos órgãos federais. Tanto a Caixa Econômica Federal quanto o Banco do Brasil tem acessibilidade para portadores de deficiência visual.
Também disse que já está aberto o concurso público para o Instituto Federal do Rio Grande do Sul, campus Osório. Já foi organizado o concurso público para docentes, técnicos administrativos e na semana passada foi divulgado o processo seletivo para 180 vagas, para os turnos da manhã e noite, no período de 21 de junho a 8 de julho. Os novos de administração, guia de turismo, informática vão qualificar as pessoas interessadas neste município.
Com relação à questão da marquise, Denílson leu um anteprojeto de lei encaminhado ao Executivo que estabelece obrigatoriedade de laudo técnico nas edificações. Disse que o projeto não foi respondido porque o mesmo desapareceu. A sugestão deste projeto foi feito pelo CREA a todos os legislativos do Estado do RS, mas infelizmente não saiu do papel.
Denílson ainda comentou sobre recente pesquisa que diz que a principal preocupação do brasileiro é segurança pública, seguida de saúde e geração de trabalho e renda.
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